Estudo 01

Três pavimentos. Uma árvore no coração da casa. E a certeza de que arquitetura pode ser gentil com o mundo. Este projeto não nasceu de uma prancheta. Nasceu de um olhar atento para a mata. Para a madeira que cresce, que volta, que se renova. Para a ideia de que construir não precisa ser sinônimo de destruir. A casa se organiza em camadas. Embaixo, a garagem e os espaços de apoio — o que sustenta a vida cotidiana. No meio, a vida acontece: sala, cozinha, lavanderia. E bem ali, no centro de tudo, uma árvore. Não como enfeite. Como protagonista. Ela atravessa a casa. Ela respira junto. Ela lembra que a natureza não é paisagem — é parte do lar. No topo, os dormitórios descansam. Madeira de reflorestamento reveste quase tudo.
Não por estética apenas. Mas por coerência. Porque cada tábua conta uma história de regeneração. Porque usar o que é local é respeitar o território. Porque evitar transporte desnecessário é cuidar do planeta sem fazer discurso — fazendo projeto. Inspirada na planta de uma casa em Gramado, esta residência carrega a essência da serra, da floresta, do pertencimento. Ela não grita. Ela conversa com o entorno. Tem casa que impressiona. E tem casa que inspira. Esta é do segundo tipo.

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